
Equipe Livare Viagens
Especialista em circuito rodoviário de alto padrão pela América do Sul.
Neste artigo · 11 tópicos+
- O que são os vinhos VIK e onde eles são produzidos?
- Quais são os principais vinhos VIK?
- O que torna os vinhos VIK diferentes?
- Quais reconhecimentos consolidaram a VIK?
- Como escolher um vinho VIK?
- Como servir e harmonizar os vinhos VIK?
- Sustentabilidade e enoturismo fazem diferença?
- Como visitar a Viña VIK?
- Os vinhos VIK valem a pena?
- Dúvidas frequentes sobre os vinhos VIK
- Resumo sobre os vinhos VIK
O essencial em 1 minuto
VIK é o nome da vinícola e também de seu vinho ícone. A produção acontece em Millahue, expressão traduzida pela marca como “Lugar do Ouro”, em uma propriedade localizada no Vale do Cachapoal, na Região de O’Higgins, no Chile.
O portfólio atual apresentado pela marca inclui tintos, rosé, espumante e projetos de edição limitada.
A diferença não está em uma única técnica. Ela resulta da combinação entre diversidade de parcelas, seleção de uvas, colheita manual noturna, fermentação espontânea, uso criterioso de carvalho e projetos criados para aproximar o vinho de elementos encontrados na própria propriedade.
A VIK possui reconhecimentos de naturezas diferentes. Alguns avaliam vinhos e safras; outros analisam o destino enoturístico.
Os vinhos VIK são produzidos em Millahue, no Vale do Cachapoal, e ganharam projeção internacional pela combinação entre pesquisa de terroir, blends tintos de perfil contemporâneo e métodos próprios de vinificação. A linha reúne desde o vinho ícone VIK, indicado para guarda, até rótulos mais diretos, como VIK “A”, além de projetos experimentais como STONEVIK.
A Viña VIK também foi reconhecida como número 1 no ranking The World’s 50 Best Vineyards 2025. Esse prêmio considera a experiência oferecida pelo destino enoturístico (arquitetura, paisagem, degustações e hospitalidade) e não deve ser interpretado como uma eleição objetiva do “melhor vinho do mundo”.
Veja as diferenças entre os principais rótulos, entenda o que são Barroir, Amphoir e Fleuroir, conheça os reconhecimentos mais relevantes e descubra como incluir a vinícola em uma viagem ao Chile sem confundir a experiência turística com a avaliação técnica de cada safra.
O que são os vinhos VIK e onde eles são produzidos?
VIK é o nome da vinícola e também de seu vinho ícone. A produção acontece em Millahue, expressão traduzida pela marca como “Lugar do Ouro”, em uma propriedade localizada no Vale do Cachapoal, na Região de O’Higgins, no Chile. O projeto combina viticultura, arquitetura, arte, gastronomia e hospedagem, mas os vinhos nascem de parcelas selecionadas dentro de uma área muito maior do que a superfície efetivamente plantada.
Segundo a história oficial da Viña VIK, Alexander e Carrie Vik iniciaram o projeto em 2004. Depois de uma pesquisa conduzida por profissionais de enologia, climatologia, geologia, viticultura e agronomia, a propriedade foi adquirida em 2006. A área total informada pela vinícola é de aproximadamente 4,5 mil hectares, enquanto as primeiras videiras ocuparam 327 hectares.
Como surgiu a Viña VIK?
A criação da Viña VIK foi liderada por Alexander e Carrie Vik com o objetivo de desenvolver um projeto vitivinícola de alto padrão na América do Sul. A escolha de Millahue não ocorreu apenas pela paisagem: a equipe avaliou solos, exposição solar, circulação de ar e diferenças de temperatura entre setores da propriedade.
O relevo formado por ravinas e encostas cria parcelas com condições distintas. Essa diversidade permite trabalhar variedades como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Carménère, Syrah e Merlot em combinações diferentes, de acordo com a safra e a proposta de cada vinho. Por isso, a composição de um rótulo pode mudar ao longo dos anos sem que ele perca sua identidade principal.
Arquitetura, arte e paisagem como parte do projeto
A arquitetura é uma das características mais reconhecíveis da VIK. A adega foi projetada pelo arquiteto chileno Smiljan Radic, em colaboração com Loreto Lyon, e utiliza luz natural, integração com o relevo e um espelho d’água que também contribui para o controle térmico da entrada do edifício.
O hotel e os espaços de visitação ampliam essa proposta com obras de arte, vistas panorâmicas e experiências relacionadas ao vinho. Essa dimensão ajuda a explicar o destaque da propriedade em rankings de enoturismo, mas deve ser analisada separadamente da qualidade de uma garrafa específica, que depende de safra, corte, armazenamento e momento de consumo.

Quais são os principais vinhos VIK?
O portfólio atual apresentado pela marca inclui tintos, rosé, espumante e projetos de edição limitada. Para quem está começando, os nomes mais importantes são VIK, La Piu Belle, Milla Cala, VIK “A”, STONEVIK e La Piu Belle Rosé. O perfil e o corte podem variar conforme a safra, portanto a ficha técnica da garrafa deve sempre prevalecer sobre descrições genéricas.
| Rótulo | Proposta principal | Perfil de consumidor | Temperatura indicada pela marca |
|---|---|---|---|
| VIK | Vinho ícone, blend de inspiração bordalesa e maior potencial de evolução | Colecionadores e pessoas que procuram um tinto estruturado para guarda | 16 °C a 18 °C |
| La Piu Belle | Blend tinto com expressão frutada, floral e presença marcante de Carménère em safras recentes | Quem prefere tintos intensos, gastronômicos e com identidade visual artística | 16 °C a 18 °C |
| Milla Cala | Blend equilibrado, com fruta, estrutura e proposta de acesso à linha premium | Quem deseja conhecer o estilo da VIK sem começar pelo vinho ícone | 16 °C a 18 °C |
| VIK “A” | Linha voltada à expressão de variedades específicas | Quem quer comparar Cabernet Sauvignon, Carménère ou Cabernet Franc de Millahue | 15 °C a 16 °C |
| STONEVIK | Projeto de produção limitada que combina Barroir, ânforas e amadurecimento em ambiente natural | Consumidores interessados em inovação, raridade e métodos experimentais | 16 °C a 18 °C |
| La Piu Belle Rosé | Rosé seco, frutado e voltado ao consumo mais fresco | Quem procura um vinho para entradas, refeições leves ou dias quentes | 10 °C a 12 °C |
A tabela funciona como orientação inicial. Antes de comprar, confira a safra, a composição, o tempo de barrica e as condições de conservação. Dois exemplares do mesmo rótulo podem apresentar momentos de consumo diferentes quando pertencem a safras distintas.
VIK: o vinho ícone da vinícola
O VIK é o rótulo central da casa e foi concebido como um blend tinto de longa evolução. A página oficial descreve o vinho como estruturado, fresco e complexo, com maturação prolongada em recipientes selecionados. O corte é ajustado conforme a leitura de cada safra.
A safra 2021 tornou-se especialmente relevante porque recebeu 100 pontos de James Suckling. Esse vinho foi elaborado com 77% Cabernet Franc e 23% Cabernet Sauvignon. A própria avaliação indicou necessidade de tempo para integração e recomendou consumo a partir de 2029, o que mostra por que potencial de guarda não significa, automaticamente, que a melhor decisão seja abrir a garrafa logo após a compra.
Na prática, o VIK atende melhor quem procura um vinho para uma ocasião especial, uma adega de médio ou longo prazo ou uma degustação comparativa entre safras. O armazenamento precisa ser estável, sem luz direta, vibração ou variações bruscas de temperatura.
La Piu Belle: arte, Carménère e intensidade
La Piu Belle associa a identidade artística da marca a um blend tinto de perfil intenso. Na ficha oficial consultada, a composição apresentada é de 76% Carménère, 19% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc, com estágio em carvalho francês e participação de barris do projeto Barroir.
A presença dominante de Carménère ajuda a explicar as notas de frutas maduras, ervas, especiarias e textura ampla. É uma opção para pratos de sabor mais pronunciado, carnes, preparações defumadas e receitas com molhos reduzidos. Como a composição muda conforme a safra, o consumidor deve consultar a ficha técnica vinculada à garrafa disponível.
Milla Cala: uma entrada equilibrada no estilo VIK
Milla Cala é apresentado pela vinícola como um blend que aproxima referências do Novo e do Velho Mundo. Em uma ficha técnica oficial recente, reúne Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Cabernet Franc e Syrah, com amadurecimento em carvalho francês.
Seu papel dentro do portfólio é oferecer fruta, estrutura e persistência sem exigir o mesmo investimento ou o mesmo tempo de espera do vinho ícone. Para uma primeira degustação da marca, costuma ser uma escolha mais versátil, especialmente quando o objetivo é acompanhar queijos curados, massas recheadas, carnes assadas ou um jantar com diferentes pratos.
VIK “A”: comparação entre variedades de Millahue
A linha VIK “A” foi criada para destacar variedades de forma mais direta. A marca apresenta versões de Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc. Isso permite observar como cada uva responde aos solos graníticos e ao clima mediterrâneo com influência marítima de Millahue.
Para uma degustação didática, vale servir duas versões lado a lado, em taças iguais e na mesma temperatura. O Cabernet Sauvignon tende a evidenciar estrutura e fruta escura; o Carménère pode mostrar fruta madura, especiarias e textura redonda; o Cabernet Franc costuma revelar frescor, notas florais, ervas e tensão. Essas características são referências gerais e não substituem a análise da safra.
STONEVIK: o projeto mais experimental
STONEVIK é uma produção de caráter experimental que combina diferentes iniciativas da vinícola. Segundo a descrição oficial do STONEVIK, o vinho utiliza Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Carménère, passa por fermentação associada ao método Barroir e amadurece em ânforas feitas com argila da propriedade.
As ânforas são parcialmente enterradas em uma área elevada da propriedade. Por sua produção limitada e narrativa específica, STONEVIK interessa principalmente a colecionadores e consumidores que já conhecem os rótulos clássicos da casa. Não é necessariamente a melhor porta de entrada para entender a VIK.
La Piu Belle Rosé e outras linhas
La Piu Belle Rosé amplia o portfólio com um vinho seco, frutado e servido em temperatura mais baixa. A proposta combina melhor com entradas, salmão, massas com molhos leves, saladas estruturadas e refeições ao ar livre.
A lista oficial de vinhos VIK também apresenta projetos como La Piu Belle Champagne e OMEGA. Como disponibilidade, safra e mercado de venda podem mudar, esses rótulos devem ser tratados como parte do portfólio ampliado, não como opções permanentemente acessíveis no Brasil.
O que torna os vinhos VIK diferentes?
A diferença não está em uma única técnica. Ela resulta da combinação entre diversidade de parcelas, seleção de uvas, colheita manual noturna, fermentação espontânea, uso criterioso de carvalho e projetos criados para aproximar o vinho de elementos encontrados na própria propriedade.
Solo, clima e localização no Vale do Cachapoal
Millahue integra o Vale do Cachapoal e apresenta solos de origem granítica, profundos, porosos e com boa drenagem em diferentes setores. A propriedade também recebe influência marítima, capaz de moderar as temperaturas máximas. Junto à amplitude térmica, esse fator contribui para preservar acidez e desenvolver maturação de forma gradual.
As ravinas, encostas e orientações solares criam pequenos microclimas. Em vez de tratar toda a área como um bloco uniforme, a vinícola seleciona parcelas conforme variedade, exposição e objetivo de cada corte. Essa seleção explica por que Cabernet Franc pode assumir papel central em uma safra do VIK e aparecer em proporção diferente em outra.
Uvas, colheita noturna e fermentação espontânea
As uvas são colhidas manualmente durante a noite, quando chegam à adega naturalmente mais frias. A medida reduz a necessidade de resfriamento imediato e ajuda a preservar o estado da fruta. A fermentação ocorre com leveduras naturais, sem a adição padrão de leveduras selecionadas pela indústria.
Isso não significa ausência de controle técnico. Fermentações espontâneas exigem acompanhamento de temperatura, higiene, evolução dos açúcares e comportamento microbiológico. A proposta da VIK é reduzir interferências que possam mascarar a expressão das parcelas, mantendo supervisão enológica durante todo o processo.
Inovações enológicas: Barroir, Amphoir e Fleuroir
Barroir, Amphoir e Fleuroir são projetos diferentes. Eles não devem ser apresentados como três tipos de recipiente, pois cada iniciativa atua em uma etapa específica da produção.
Barroir combina as palavras barrica e terroir. Barris novos e usados de carvalho francês recebem tosta realizada com madeira de carvalhos que completaram o ciclo de vida e caíram naturalmente na propriedade. A intenção declarada pela VIK é reduzir a entrada de aromas de tosta desconectados de Millahue.
Amphoir une ânfora e terroir. A vinícola informa que extraiu argila e caulinita de Millahue para produzir 20 ânforas de 675 litros e 1,9 metro de altura. O material permite micro-oxigenação durante o amadurecimento e é usado em proporções diferentes conforme o projeto ou a safra.

Fleuroir está relacionado às leveduras nativas encontradas em flores silvestres da propriedade. Em parceria com pesquisadores e laboratório especializado, a equipe usou as flores como meio de coleta e transporte dessas leveduras até a adega.
As flores foram desidratadas para manter os microrganismos latentes até a vindima seguinte. A explicação detalhada está na página oficial sobre o projeto Fleuroir.
No VIK 2021 comercializado no Brasil, a marca informa amadurecimento de 90% do corte em barris associados ao Barroir e de 10% em recipientes do Amphoir, além do uso de leveduras do programa Fleuroir. Essa combinação ajuda a transformar conceitos institucionais em decisões verificáveis de produção.
Quais reconhecimentos consolidaram a VIK?
A VIK possui reconhecimentos de naturezas diferentes. Alguns avaliam vinhos e safras; outros analisam o destino enoturístico. Separar essas categorias evita transformar um prêmio de hospitalidade em alegação sobre todas as garrafas produzidas pela marca.
VIK 2021 e os 100 pontos de James Suckling
Em março de 2024, a vinícola anunciou que o VIK 2021 recebeu 100 pontos de James Suckling. Foi a primeira pontuação perfeita do vinho ícone. O corte reúne 77% Cabernet Franc e 23% Cabernet Sauvignon, com produção informada de 4.800 caixas.
A nota pertence especificamente à safra 2021. Ela não deve ser aplicada a todos os anos, ao portfólio inteiro ou a qualquer garrafa que traga apenas a marca VIK. Para o consumidor, safra e procedência continuam sendo informações essenciais.
Primeiro lugar no The World’s 50 Best Vineyards 2025
Em 19 de novembro de 2025, a VIK alcançou o primeiro lugar no The World’s 50 Best Vineyards. O próprio organizador explica que o reconhecimento considera a experiência oferecida a amantes do vinho, incluindo arquitetura, paisagem, tours, degustações e hospedagem.
O resultado reforça a relevância da propriedade como destino de viagem e ajuda a posicionar o Chile no enoturismo internacional. Para analisar um vinho, porém, o leitor deve continuar observando safra, composição, crítica responsável, conservação e preferência pessoal.
Como escolher um vinho VIK?
A escolha começa pelo objetivo de consumo. Um vinho para abrir no fim de semana não precisa ter o mesmo perfil de uma garrafa comprada para guarda. Também não faz sentido pagar por raridade ou potencial de evolução quando a pessoa prefere vinhos jovens, frutados e pouco tânicos.
- Para conhecer a marca: Milla Cala oferece uma leitura ampla do estilo de blend da VIK.
- Para comparar variedades: VIK “A” permite observar Carménère, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc com mais clareza.
- Para uma ocasião especial: La Piu Belle combina intensidade, apresentação artística e vocação gastronômica.
- Para guarda e coleção: VIK é o rótulo principal, desde que a safra e o armazenamento sejam adequados.
- Para inovação e raridade: STONEVIK é mais indicado a quem já conhece a linha tradicional.
- Para refeições leves: La Piu Belle Rosé é servido mais frio e funciona melhor com pratos menos pesados.
Preço e disponibilidade mudam rapidamente. A referência mais segura para o consumidor brasileiro é a loja oficial da VIK Brasil, onde é possível conferir safra, estoque, volume da garrafa e condições de venda. Compare também a procedência e o armazenamento quando comprar em outro estabelecimento.
Como avaliar se uma safra vale a pena?
Uma nota alta é apenas um dos critérios. Verifique se o estilo descrito pelo crítico combina com seu paladar, se a janela de consumo atende ao momento em que pretende abrir a garrafa e se o vendedor oferece condições adequadas de conservação. Para vinhos de guarda, histórico de armazenamento pode ser tão importante quanto a reputação do rótulo.
Também vale observar o tamanho da garrafa. Formatos magnum evoluem de maneira diferente das garrafas de 750 ml, e edições especiais podem cobrar mais pela raridade ou apresentação, não necessariamente por uma diferença proporcional na qualidade do líquido.

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Conhecer o circuito ↗Como servir e harmonizar os vinhos VIK?
Os tintos principais da VIK são normalmente recomendados entre 15 °C e 18 °C, dependendo do rótulo. Em ambientes quentes, “temperatura ambiente” pode deixar o vinho acima da faixa adequada, destacando álcool e reduzindo a percepção de frescor.
Decantação e escolha da taça
Vinhos jovens e estruturados podem se beneficiar de decantação, especialmente quando apresentam taninos firmes ou aromas ainda fechados. Comece com 30 a 60 minutos e acompanhe a evolução. Garrafas antigas exigem mais cuidado, porque a exposição prolongada ao oxigênio pode acelerar a perda de aromas.
Use taças amplas para os blends tintos, sem preenchê-las em excesso. Isso cria espaço para girar o vinho e perceber mudanças aromáticas. Para o rosé, uma taça de vinho branco ajuda a preservar temperatura e delicadeza.
Harmonizações práticas
VIK e La Piu Belle combinam melhor com pratos que tenham intensidade suficiente para acompanhar estrutura e taninos, como cordeiro, carnes assadas, cogumelos, molhos reduzidos e queijos curados. Milla Cala é mais flexível e pode acompanhar massas recheadas, risotos de carne, embutidos e tábuas de queijo.
VIK “A” permite harmonizações guiadas pela variedade. Carménère funciona bem com carnes suínas, ervas e pratos levemente condimentados; Cabernet Sauvignon pede estrutura; Cabernet Franc pode acompanhar aves assadas, cogumelos e preparações com ervas. La Piu Belle Rosé combina com salmão, tomates, massas leves, entradas e pratos com acidez moderada.
As sugestões são pontos de partida. Molho, cocção e acompanhamento costumam influenciar mais a combinação do que o tipo de proteína isoladamente.
Sustentabilidade e enoturismo fazem diferença?
Na VIK, sustentabilidade aparece em decisões agrícolas, uso de luz natural na adega, colheita noturna, aproveitamento de materiais da propriedade e projetos como Barroir e Amphoir. Algumas dessas iniciativas também influenciam diretamente a elaboração dos vinhos, enquanto outras estão ligadas ao funcionamento da propriedade e à experiência do visitante.
A página oficial de sustentabilidade da VIK descreve fermentação espontânea, redução do consumo de energia na colheita, uso de carvalhos caídos para tosta e produção de ânforas com argila local. Essas informações são mais precisas do que alegações amplas de que toda a produção seria orgânica ou biodinâmica.
O hotel e a proposta de enoturismo
O VIK Chile Retreat ocupa uma posição elevada da propriedade e integra arte, gastronomia e paisagem. A hospedagem não é necessária para visitar a vinícola, mas muda o formato da experiência: quem permanece no local pode combinar degustações, refeições e atividades ao ar livre sem retornar a Santiago no mesmo dia.
Para quem está montando um roteiro mais amplo, vale comparar a proposta contemporânea da VIK com a história da Vinícola Santa Rita e com a visita à Vinícola Undurraga. O artigo sobre vinícolas do Chile ajuda a entender como cada propriedade se encaixa em uma viagem.

Como visitar a Viña VIK?
A Viña VIK fica em Millahue, no Vale do Cachapoal, fora do núcleo urbano de Santiago. O planejamento precisa considerar deslocamento, horário reservado, duração da experiência e consumo de álcool. Quem pretende degustar não deve dirigir depois da visita.
A VIK Experience divulgada pela vinícola inclui taças de Milla Cala, La Piu Belle e VIK, além de amostras de variedades retiradas de barril. Horários, preços e conteúdo estão sujeitos a alterações, por isso a reserva deve ser conferida diretamente no canal oficial antes do deslocamento.
Qual é a melhor época para visitar?
Não existe um único período ideal para todos os viajantes. O fim do verão e o início do outono podem coincidir com atividades de vindima, mas as datas variam conforme clima e operação. O outono oferece mudança de cores nas folhas; a primavera tende a apresentar vegetação renovada; e o verão favorece atividades externas, embora possa registrar temperaturas mais altas.
Antes de definir a data, confirme disponibilidade de tours, funcionamento dos restaurantes, política para crianças, acessibilidade, idioma da visita e transporte. Eventos privados podem alterar a operação mesmo em períodos considerados favoráveis.
Degustação, gastronomia ou hospedagem?
Uma degustação é suficiente para quem deseja conhecer os principais blends e seguir viagem. A combinação com almoço ou jantar aumenta o tempo de permanência e permite observar os vinhos em contexto gastronômico. A hospedagem faz mais sentido para quem busca ritmo lento, atividades na propriedade e experiência de luxo.
Se o roteiro incluir Santiago, reserve tempo de margem para o deslocamento e evite encaixar compromissos rígidos logo após a visita. Para continuar explorando a cultura do vinho na capital, consulte os restaurantes para beber vinho em Santiago.
Nós na Livare organizamos viagens pela América do Sul com planejamento de deslocamentos, hospedagem e experiências. Para incluir vinícolas no roteiro sem comprometer a logística dos outros dias, acesse a página de viagens para o Chile e solicite atendimento personalizado.
Os vinhos VIK valem a pena?
Os vinhos VIK valem a pena para quem procura blends chilenos de categoria premium, aprecia tintos estruturados e considera relevantes a origem, a inovação enológica e o potencial de guarda. A compra é menos indicada para quem prefere vinhos simples, muito jovens ou com preço baixo para consumo cotidiano.
Dentro da própria marca, não é necessário começar pelo rótulo mais caro. Milla Cala e VIK “A” ajudam a entender o estilo de Millahue com menor compromisso financeiro. La Piu Belle atende quem busca intensidade e apresentação artística. O VIK é mais coerente quando existe interesse real em safra, evolução e armazenamento.
A visita à vinícola também pode valer a pena mesmo para quem não pretende comprar uma garrafa de coleção. Nesse caso, o valor está na combinação entre paisagem, arquitetura, produção e degustação. A decisão deve comparar tempo de deslocamento, orçamento e prioridade do viajante em relação a outras vinícolas chilenas.

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Conhecer o circuito ↗Dúvidas frequentes sobre os vinhos VIK
As respostas abaixo tratam de dúvidas práticas que complementam o guia sem substituir a análise de cada rótulo e safra.
Onde comprar vinhos VIK no Brasil?
A VIK mantém uma operação oficial no Brasil com rótulos, safras e kits que variam conforme estoque. Use a loja oficial como referência de disponibilidade e confira procedência, nota fiscal, conservação e política de entrega ao comprar em outros canais.
VIK é o nome da vinícola ou de um vinho?
É ambos. Viña VIK é a vinícola localizada em Millahue. VIK também é o nome do vinho ícone do portfólio. Por isso, uma busca por “vinho VIK” pode se referir a uma garrafa específica, enquanto “vinícola VIK” normalmente indica a propriedade e a experiência de visita.
Quanto tempo um vinho VIK pode ficar guardado?
O potencial depende do rótulo e da safra. A marca indica de 15 a 20 anos para o vinho ícone em determinadas fichas e até 20 anos para La Piu Belle, enquanto Milla Cala costuma ter janela menor. Essas projeções pressupõem armazenamento adequado e não garantem que todo consumidor prefira o vinho em estágio avançado.
É possível visitar a VIK sem se hospedar no hotel?
Sim. A vinícola oferece experiências de visita e degustação separadas da hospedagem. A reserva antecipada é recomendada porque horários, idiomas, lotação e atividades podem mudar.
Qual vinho VIK é mais indicado para iniciantes?
Milla Cala costuma ser a opção mais equilibrada para conhecer o estilo de blend da casa. VIK “A” é melhor para quem deseja estudar uma variedade específica. O vinho ícone VIK faz mais sentido quando o consumidor já aprecia tintos estruturados e entende o impacto da safra e da guarda.
Resumo sobre os vinhos VIK
Os pontos centrais para escolher, provar ou visitar a VIK são:
- a Viña VIK fica em Millahue, no Vale do Cachapoal, e foi fundada como projeto vitivinícola em 2004;
- VIK, La Piu Belle e Milla Cala são os principais blends tintos da marca;
- VIK “A” destaca variedades, enquanto STONEVIK representa uma proposta mais experimental;
- o VIK 2021 recebeu 100 pontos de James Suckling, reconhecimento específico dessa safra;
- Barroir, Amphoir e Fleuroir atuam em etapas diferentes e não são três recipientes de vinificação;
- o primeiro lugar no The World’s 50 Best Vineyards 2025 reconhece a experiência enoturística da propriedade;
- preços, estoque, tours e horários devem ser confirmados nos canais oficiais antes da compra ou visita.














